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domingo, 10 de julho de 2011

4a. SEMANA - EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA E PARA A CIDADANIA

A CIDADE COMO PROJETO EDUCATIVO
Prof. Sonia Castellar

Estudar a cidade, lugar de vivência, inclusive dos aluno, compreendê-la na dimensão da história, arquiteturas, construções, diferentes escalas de análises.

Discussão na escola sobre a comunidade, quais são suas características, singularidades, igualdades. Estudo da diversidade, cidadania, pertencimento, como o aluno chegou àquela comunidade, referências culturais, organização territorial, características populacionais, contexto escolar, significados e significantes, objetos de valores naquela comunidade,  etc...

Os espaços são organizados dentro de uma lógica, seja uma lógica de organização ou até de desorganização.

Tal estudo integrado nos ajuda a entender melhor a comunidade e as pessoas que dela fazem parte, pensando-se estratégias de melhoria, porém é necessária uma aula externa, pensando outros espaços para organização desta aula. Sair da condição de aula tradicional e adotar diferentes referenciais.

O professor também começa a obter um capital adquirido, o qual só é possível diante da vivência social.

Articular saberes internos, através de um currículo tradicional, em parceria com um saber informal, vivencial, conceitual, saindo a campo e avaliando e criando ações intervindo como forma de melhoria frente a realidade daquela comunidade.

A idéia do currículo integrado é que se utilize objetos de estudos junto à sociedade, além do conteúdo, gerando outros olhares e formas de lidar com conteúdos, diante da realidade local.

Um museu é excelente para se trabalhar vários conceitos, tecnologias, estatísticas, referenciais históricos, geográficos, além da inclusão em conteúdos e matérias escolares formais (por exemplo, o Museu do Futebol). Além das diferenças comunitárias, enfoques ambientais e o respeito às diferenças.

O intuito principal é discutir DENTRO e FORA da escolas os seguintes fatores, de forma mais coerente e paralela:

Ø  Como vivem as pessoas
Ø  Como funcionam as cidades
Ø  Redes de circulação
Ø  Qualidade de vida
Ø  Elaboração do plano diretor
Ø  Análise ambiental



A CARTOGRAFIA E A REPRESENTAÇÃO DOS LUGARES
Prof. Sonia Castellar

Mapas antigos vão se tornando atuais, dimensionar pertencimentos, dar sentido aos locais, bairros, sociedades...

O mapa é um texto, pois passa informação, ajuda na escola pois aprender uma representação cartográfica onde é possível ensinar a ler e escrever. Representações gráficas.

Não adianta fazer cópias!

Que tipos de informações há em um  mapa?

Um mapa representando o local onde se brincava quando pequeno pode trazer várias referências de aprendizado, além das relações com as demais matérias escolares.

Um mapa reproduz sistemas de valores, matemática, conteúdos históricos, geográficos, etc. Diversos elementos são utilizados como fonte de informações diversas e diferentes formas de aprendizagem.

O objetivo é repensar a escola através de outros parâmetros educativos, com referênia de educação para a cidadania, igualdade e respeito.

Mostra revela códigos cartográficos dos trópicos
O Novo Mundo num mapa de Sebastian Münster, 1538




“São Paulo não é apenas o resultado do seu local, da sua situação e do seu clima: antes disso tudo, é o produto do trabalho dos homens que, em diferentes épocas, conforme as circunstâncias históricas mutáveis tiraram partido da natureza inerte.” Pierre Monbeig

3a. SEMANA - EPILEPSIA: PERSPECTIVA PSICOSSOCIAL E A INTERAÇÃO COM A SOCIEDADE

TRANSTORNOS COGNITIVOS E EPILEPSIA
Prof. Li Li Min

O tema “transtornos cognitivos” é um tema bastante desafiador, especialmente no âmbito educacional.

É complicado até para quem lida diretamente dos transtornos, pois suas causas podem ser  Multifatoriais, levando assim a transtornos cognitivos :

·         Lesão estrutural (apresentado por alguns pacientes com crises de epilepsia)
·         Funcional: disfunção do tecido cerebral por crises (ainda um pouco incerto)
·         Efeito toxico-medicamentoso (especialmente nas epilepsias de difícil controle e politerapia, atua junto à atividade neuronal, é possível ocasionar efeitos colaterais)
·         Fatores psicossociais (que tipo de ambiente a pessoa com crises de epilepsia está inserido)
De maneira geral, quais são os transtornos mais comuns em sala de aula?

ü  Aprendizagem/ dificuldade de memorização?
ü  Dificuldade na linguagem?
ü  Planejamento das atividades/ raciocínio lógico?
ü  OU o professor vive uma combinação de todas estas características?

O QUE PODE CAUSAR INFLUÊNCIA:
·         Atenção, dificuldade para focar uma atividade ou manter-se por um tempo prolongado
·         Memória
·         Aprendizagem
·         Linguagem
·         Funções executivas, com alterações de raciocínio lógico, planejamento, flexibilidade
O professor tem o desafio, não de diagnosticar, mas atentar-se às limitações e tentar adequar o processo ensino aprendizagem às dificuldades apresentadas pelos alunos.

Aprendizagem: O aluno lê, vivencia e precisa lembrar do conteúdo ( Atenção), precisa ser RETIDO na memória, facilidade em RETOMAR o conteúdo aprendido que é conseguido através de exercícios. Porém para uma boa memorização é necessário também uma boa noite de sono.

APRENDIZAGEM !!
Aprendemos a vida toda.

Se a criança não aprende conclui-se então que:

A criança não está com a atenção necessária, ou ainda
O conteúdo não lhe está parecendo interessante o suficiente.
Quando o conhecimento é cobrado, se faz de forma a possibilitar que o aluno reflita sobre o conteúdo aprendido?
Há qualidade no sono
Medicamentos interferem na atividade neuronal deste aluno?

Há necessidade de sempre rever o contexto das dificuldades dos alunos em sala.
Trabalhar em conjunto e levantando informações junto à família...

Alguns aspectos são interessantes para se traçar estratégias possíveis visando um melhor desenvolvimento geral em sala de aula.

Fatores Desencadeantes/ Agravantes  no caso de crianças e jovens com crises de epilepsia:

·         Tipo de epilepsia
·         Frequência das crises
·         Idade de início
·         Duração das crises de epilepsia
·         Ação das drogas anti convulsivas - O docente pode observar alterações de comportamento ou reações como lentidão, sonolência, agitação... nem sempre observadas pelos pais
·         Crises de epilepsia generalizada com início precoce, geralmente ocasionam  freqüência de crises, levam a maiores déficits.

São fatores que podem agravar certos problemas neurológicos relacionados ao processo de aprendizagem.

O professor NÃO deve desistir do aluno. Entende-se a complicação da dinâmica escolar, quantidade de alunos, cumprimento de prazos, etc. Porém, um professor realmente comprometido, deve ao menos tentar direcionar uma dinâmica diferente frente às necessidades de alguns alunos.

A epilepsia pode levar a um retardo mental?

Estudos epidemiológicos populacionais apontam a prevalência de transtornos mentais de 28,6% para crianças com crises de epilepsia, subindo para 58,3% quando associada a outros transtornos neurológicos (Rutter et al., 1970) e de 19% a 52% em adultos.
Considerando a estimativa de 1.800,000 de pessoas com crises de epilepsia ativa(estimativa de 1% de prevalência pontual), pode-se estimar algo entre 340.000 e 900.000 pessoas com crise de epilepsia e algum transtorno mental associado no Brasil.
Fonte: http://www.scielo.br/pdf/rpc/v32n3/a09v32n3.pdf  Ultimo acesso em 09/07/2011

EPILEPSIA NA ESCOLA
Prof. Paula Fernandes



COMO AS CRIANÇAS PERCEBEM AS CRISES DE EPILEPSIA NA ESCOLA?

Foi feita uma pesquisa com 29 crianças com 10 anos de idade:

Quatro crianças (13,8%) disseram saber o que é epilepsia
75% consideraram uma doença que enrola a língua
25% disseram ser uma doença que poderia matar

25 crianças não sabiam o que era epilepsia.

Então foi pedido para que colocassem no papel o que ACHAVAM que seria a epilepsia:


24% Doença que pode matar              Maior percepção
16% Doença que enrola a língua

16% Doença contagiosa
12% Doença
8% Doença grave
4% Problema na cabeça

Notou-se através de tal estudo que há:

ü  Informações erradas e crenças
ü  Percepção das crianças: conotação negativa
ü  Sentimento coletivo: Comunidade
ü  Respostas espontâneas e sem julgamento ou censura; consciência coletiva sobre o preconceito da epilepsia
Como estas crianças estão obtendo informações, percepções sobre a epilepsia? E os professores? Como os professores percebem a epilepsia?

É através da atitude docente que se influencia certas posturas éticas, suas atitudes podem influenciar o desempenho e os comportamentos das crianças.

O papel social do professor na formação do ser humano é FUNDAMENTAL!         

Tem-se notado dentre diversas pesquisas em núcleos de apoio a pessoas com crises de epilepsia e suas famílias, as seguintes percepções docentes:

Ø  Possuem QI mais baixo
Ø  Excesso de sofrimento é a causa da epilepsia
Ø  Mulheres com crises de epilepsia não podem ter filhos
Ø  Pessoas com crises de epilepsia serão insanas no futuro
Ø  O medicamento causa vício e dependência
Ø  Tratamento da epilepsia
Ø  Epilepsia como doença mental
Ø  Epilepsia como um espírito malígno
Qual é a postura do professor (o que fazer?) quando:

A FAMÍLIA DIZ QUE O FILHO TEM CRISES DE EPILEPSIA?
QUANDO UM ALUNO TEM UMA CRISE EM SALA DE AULA?
E quais são os PRÓXIMOS PASSOS?

Alguns alunos são convidados a se retirarem da escola, pois a mesma não tem CONHECIMENTO, NÃO SABE COMO LIDAR COM A SITUAÇÃO, e este é o peso do estigma para uma criança que tem crises de epilepsia.

O professor deve:
*Interagir e colher informações com os pais
*Conversar com a classe sobre o assunto, colocar como tema, trabalhar conceitos de cidadania e solidariedade

O QUE NÃO FAZER
Não tenha medo, a saliva da pessoa com crise de epilepsia NÃO é contagiosa
Não existe risco da pessoa engolir a língua
Não colocar NADA na boca da pessoa
Não dê álcool para a pessoa cheirar
Não jogue água, nem bata no rosto da pessoa
O QUE FAZER
Tenha MUITA calma
Fique junto com a pessoa
Tire de perto TUDO que ofereça perigo
Virar a cabeça da pessoa de lado, se possível seu corpo
Coloque algo macio sob sua cabeça
Esperar a crise passar
Depois que ela estiver consciente, explicar-lhe que teve uma crise
· A crise dura uma média de 1 a 2 minutos, e tem começo, meio e fim. Se durar mais de 5 minutos esta pessoa precisa ser hospitalizada. Quando a crise durar um tempo maior, estiver se debatendo por mais de 5 minutos ou uma crise após a outra, é necessário chamar atendimento urgente para tomar medicamento para reverter o estado de mal epilético.

A rejeição, o isolamento, tratar como algo anormal NÃO é a melhor alternativa.

Perguntar para os pais se há alguma restrição mais específica, se há outras comorbidades ou se o medicamento causa reações adversas... Senão a criança com crises de epilepsia pode fazer as atividades junto aos outros normalmente, com condições semelhantes aos outros, tais como atividades físicas, tarefas, explicações (talvez precise de uma explicação extra, mas não é sempre).

Algumas considerações importantes aos professores e demais funcionários da escola:

v  Atenção ao horário das medicações, para não ficar sem tomar se precisar durante as aulas
v  Atenção à presença de comorbidades
v  Telefones de contatos em casos emergenciais
v  Os colegas de classe são os melhores companheiros nestas horas, são aliados e podem ajudar nos momentos de crises, além de contribuírem para que a pessoa com crise de epilepsia não se sinta desajustada frente ao grupo (verificar alunos mais solícitos)
v  Os auxiliares da escola também precisam estar cientes da situação e dos procedimentos necessários
v  As crises podem ocorrer a qualquer momento e em qualquer local, como banheiro, portaria, pátio, etc... Por isso que é importante a participação ativa e conhecimento de todos.


IMPORTANTE…

Ø  O aluno com crises de epilepsia devem se sentir aceito e parte integrante da escola
Ø  Quanto mais aceito for, melhores suas chances de ter um desenvolvimento plen
Ø  Melhoria também em sua aprendizagem, e dos demais alunos sobre o respeito e as diferenças, assim como a generosidade e solidariedade para com os demais, independente das suas condições físicas, psíquicas, ou neurológicas
Ø  Saber mais sobre a epilepsia e os procedimentos adequados
Ø  Cabe-lhe uma formação e uma postura ética, desmistificar crenças, reduzir estigmas e preconceitos
Ø  Um professor capacitado amplia a rede de informações sobre epilepsia e os valores éticos a seus alunos, as famílias e comunidade em geral


3a. SEMANA - EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA E PARA A CIDADANIA

EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA E DIREITOS HUMANOS
Prof. Ana Maria Klein
UNESCO

A Educação Comunitária surge relacionada a um contexto informal, somente a partir da década de 80, e intensificada na década de 90 que a educação comunitária associada e concebida como educação formal, escolar.

No contexto escolar se caracteriza pela democratização do espaço e das relações, da participação de todos  os envolvidos, da melhoria de qualidade da educação.

O objetivo da educação comunitária é prezar para que haja o desenvolvimento, formar um “sujeito coletivo”, isto é, de sujeitos que se compreendam em meio à coletividade, que se tornem co-responsáveis pelas ações, relações, conflitos e decisões que ocorrem na comunidade. É um comprometimento com o contexto que se está inserido.

Paulo Freire faz uma aproximação de como o aprendizado se faz em forma conjunta com a sociedade:
“Aprender na comunidade, com ela e para ela, significa usar a história da sua própria região, exteriorizando a cultura do silencia. Significa aprender a engajar-se na sua própria região, tornando-se consciente da situação sócio-política e lutando para que as sociedades fechadas sejam transformadas em sociedades abertas... é uma questão de urgência que  as escolas se tornem menos fechadas, menos elitistas, menos autoritárias, menos distanciadas da população em geral. Isso é para a educação comunitária uma questão de fundamental importância” (Freire, 1995: 12-13).

Os estudantes precisam interagir dentro da comunidade, interagindo com ela e aprendendo a ser cidadão, tendo os problemas da comunidade como objetos de discussão e desenvolvimento, articulando o que se aprende na escola, com o que é vivenciado no dia a dia.



Existem diversos contextos educativos na Educação Comunitária, considerando e privilegiando espaços vivenciais a todos, tais como a escola, cidade, comunidade, família, etc.

Dentro das escolas associa-se as “matérias escolares” à assuntos de responsabilidade de todos, além dos muros escolares.

Trilla (1993) trabalha considerando três dimensões possíveis para a relação educação-cidade:
1.       APRENDER NA CIDADE: Lócus da educação a própria cidade, assim como todas as instituições nela inseridas como parques, museus, ong’s... Todos estes podem ser espaços educativos.
2.       APRENDER DA CIDADE: Agente informal. Convivendo-se em comunidade aprende-se coisas boas e ruins. Neste sentido é primordial uma análise crítica para saber o que é apropriado ou não visando uma sociedade e uma convivência mais justa, democrática e analítica.
3.       APRENDER A CIDADE: Conhecer a cidade, saber dos seus potenciais, causar uma troca entre a cidade e o que o cidadão pode fazer para alterar algumas questões que necessitem de mudança.

Mapear os entornos:
O mapear tem por função descobrir locais potenciais (organizações, instituições, pessoas...) onde há possibilidade de contribuição.
Quem são as pessoas que podem contribuir? Por exemplo, agentes de saúde...
Porque este local é potencialmente parceiro? Qual é o benefício com relação à ampliação de desenvolvimento?

Estender a aprendizagem além da escola.

Trilhas Educativas: Olhares orientados por temas específicos.

Duplo caráter – Intencionalidade e objetividade      

Caráter Caleidoscópio : perceber a necessidade da comunidade através do olhar do outro
Projetos transversais e interdisciplinares: O tema da trilha consegue fazer a articulação entre um tema comunitário e um tema dentro da escola (por exemplo, um estudo sobre o lazer, relacionando a acessibilidade no bairro, como as outras pessoas vêem, se existem momentos de lazer na escola, etc.
Matemática: tabulação de dados
Etc...
Perspectiva de problematização, mobilização, conscientização e uma possível ação.

A finalidade é trazer a temática de fora para dentro da escola, problematizando e buscando soluções de formas ativas, buscando formas de reivindicação de direitos.

DIREITOS HUMANOS: DIREITO DE TODOS SEM DISTINÇÃO NENHUMA
Uma democracia só existe se tivermos como base a igualdade, a liberdade e a solidariedade  . Fazer VALER estes direitos!

DIREITOS HUMANOS NA ESCOLA: refletem em conhecimentos, valores, ações necessárias para uma formação cidadã e democrática, visando o desenvolvimento integral do ser humano.

PROJETOS E DISCUSSÕES SOBRE DIREITOS HUMANOS
·         Declaração Universal dos Direitos Humanos-DUDH (ONU, 1948);
·         Direitos Sociais, Econômicos e Culturais;
·         Direito das Crianças e Adolescentes (ECA);
·         Discriminação Racial
·         Discriminação contra a mulher
·         Direitos relacionados à Educação;
·         Gênero e orientação sexual na educação
Conhecer os direitos e fazer com que estes sejam respeitados é primordial !



DEMOCRACIA E EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS
Prof. Ana Maria Klein
UNESCO

Dewey trabalhou muito a democracia e educação, associa a democracia a um modo de vida. Dentro da escola a democracia deve envolver toda a organização e relações escolares.

“Temos de ver que a democracia significa a crença de que deve prevalecer a cultura humanística; devemos ser francos e claros em nosso reconhecimento de que a proposição é uma proposição moral, como qualquer idéia referente a dever ser. A democracia se expressa nas atividades dos seres humanos e se mede pelas consequencias produzidas em suas vidas”. (Dewey, 1970: 212-213)

Não significa simplesmente o direito ao voto, mas os relacionamentos humanos e disposições internas, fazendo com que as pessoas ajam democraticamente, eticamente.
Todas as relações que tem espaço no ambiente escolar devem ser responsáveis, visando autonomia e responsabilidade por parte dos professores e alunos, de forma coerente entre a ação e o discurso.

Trabalhar em um ambiente democrático é ter responsabilidade, tomar parte das decisões, ser ativo, assumir atitudes, etc, É importante possibilitar esta experiência aos alunos.

Conhecer os Direitos Democráticos e os Direitos Humanos, para que todos possam cobrar e ter seus direitos preservados e vivenciados.

Não posso agir com autoridade e falar sobre democracia e autonomia!

EDUCAÇÃO/PRÁTICA E DIREITOS HUMANOS ESTÃO SEMPRE JUNTOS, SEM EDUCAÇÃO OS OUTROS DIREITOS NÃO SE REALIZAM!



Brasil – Educação em Direitos Humanos é um compromisso assumido internacionalmente ao ratificar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, DUDH (1948) e as convenções, declarações e tratados subseqüentes.

Práticas Efetivas
·         ONU, 1995 – Déc. Das Nações Unidas para Educação em matéria de Direitos Humanos
·         ONU, 2004 – Assembléia Geral das Nações Unidas proclamou o Programa Mundial para Educação em Direitos Humanos PMEDH –fase 1 (2005 a 2009)
·         Brasil, 2003 – Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH), elaborado em 2003 e revisto em 2006, afirma o compromisso nacional sob a forma de políticas públicas com a EDH.
A Educação em Direitos Humanos visa a formação de sujeitos  que tenham o conhecimento sobre seus direitos, não reparando a violação dos direitos, mas a prevenção para que os mesmos não sejam violados.

CINCO DIMENSÕES EDH:
1.       Apreensão de conhecimentos sobre DH e a sua relação com os contextos internacionais, nacionais e locais;
2.       Afirmação de valores, atitudes e práticas sociais que expressem a cultura dos Direitos Humanos;
3.       Formação de uma consciência cidadã;
4.       Desenvolvimento de processos metodológicos participativos e de construção coletiva, utilizando linguagens e materiais didáticos contextualizados;
5.       Fortalecimento de práticas individuais e sociais que gerem ações e instrumentos em favor da promoção, da proteção e da defesa dos Direitos Humanos, bem como da reparação das violações.

A Educação em Direitos Humanos é promovida em 3 campos:

Epistemológico: Conhecimento e habilidades – conhecer os Direitos Humanos e os mecanismos existentes para a sua proteção, assim como desenvolver habilidades para aplicá-los no dia a dia;
Axiológico: Valores, atitudes e comportamentos que sustentem os Direitos Humanos;
Práxis: Desencadear ações para a defesa e promoção dos Direitos Humanos.

Conteúdos da educação em Direitos Humanos:
·         Maxiconteúdos
·         Intermediários
·         Miniconteúdos
     Dimensão didático-pedagógica
·         Pluridisciplinaridade- O objeto de uma disciplina é estudado através do ângulo de outras disciplinas
·         Transdisciplinaridade – Aquilo que transcende a disciplina, o conteúdo, relacionando-o com a realidade além da escola, relação entre parte e todo
·         Interdisciplinaridade – Integração de vários conhecimentos, por exemplo Meio Ambiente, Direitos Humanos, etc. Só consigo estudar com o aporte de várias disciplinas.
Dimensão Epistemológica do conhecimento:
Transversalidade – Forma de organizar o trabalho na qual temas ou eixos temáticos abordados em todas as disciplinas, favorece ou possibilita que os alunos aprendam as matérias articuladas à realidade social, transcendendo o limite das disciplinas, articulando os conhecimentos e situações cotidianas aos conhecimentos da escola, sem precisar criar uma nova matéria.