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domingo, 12 de dezembro de 2010

5a. Semana - Saúde na Escola


VIOLÊNCIA NA ESCOLA
Prof Li Li Min

A adolescência é um momento crítico da vida do ser humano, no qual ocorrem intensas mudanças biológicas, cognitivas, emocionais e sociais, e se decide padrões de comportamento. É um período de grande vulnerabilidade e risco.

As possíveis trajetórias dos adolescentes estão intimamente ligadas com as vivencias e aprendizados ocorridos na infância.
Os problemas psicológicos e comportamentais na adolescência são classificados em três tipos:
·         Abuso de substancias
·         Problemas de internalização: manifestado por meio de perturbações emocionais e cognitivas como a depressão e ansiedade.
·         Problemas de externalização: manifestado por meio de problemas comportamentais ou de atuação sendo o problema mais comum o comportamento delinqüente.
O distúrbio de conduta é um transtorno caracterizado por um padrão de comportamento anti-social repetitivo e persistente em crianças e adolescentes. Às vezes classificado como psico-social, ou como psicopatológico. Isso inclui desde desobediências, birras, brigas até casos mais graves de destrutibilidade, mentira e roubo. É o problema mental mais comum na infância e adolescência.

A agressão física na infância é um problema de saúde pública. As crianças agressivas têm uma grande tendência de ser adolescentes e adultos agressivos. A agressão física é um precursor de problemas mentais na vítima e também no agressor.
AGRESSÃO ENTRE CRIANÇAS
Existem fatores de riscos para distúrbios de conduta e delinqüência que podem ser qualificados como:
ü  Fatores individuais,
ü  Fatores contextuais  
ü  Fatores de risco de forma cumulativa (resultando em sofrimento físico e emocional)
A pobreza por si só não é um fator direto.
As condutas violentas podem gerar uma conduta criminal.
CRIANÇA VIOLENTA ADULTO VIOLENTO

Na escola existem fatores que contribuem para a violência, tais como:
·         Baixa performance escolar
·         Atitudes anteriores inadequadas
·         Baixa auto - estima
·         Muitas mudanças na escola
·         População escolar com alto índice de uso de drogas.
Resgatar estas crianças e valorizar o potencial de cada uma delas é o desafio da escola hoje.

Castigo Não

Toquinho

Composição: Toquinho / Elifas Andreatto
Um dia você crescerá,
Será gente grande também.
Depois você vai namorar,
Gostar muito, muito de alguém.
E quando você se casar
Virá com certeza um neném.

Não deixe nunca
Seu filho sozinho,
Sem proteção.
Castigos não fazem
Ninguém mais bonzinho,
Não fazem, não.

Não levante a voz
Nem levante a mão.
Não bata, não xingue
Nem dê beliscão.
Não trate as crianças
Como bem entender.
Gritos não vão resolver.

Criança que apanha
Não aprende a lição.
Com jeito ela vai aprender

BULLYING
Profa Paula Fernandes

TODOS CONTRA:


TODOS A FAVOR:


O bullying é um fenômeno muito comum nos dias de hoje. É um comportamento agressivo entre os estudantes. São agressões físicas, verbal ou moral, que ocorrem repetidas vezes, sem motivação evidente e é realizada por vários estudantes contra um outro, estabelecendo uma relação desigual de poder.

O bullying é comum no mundo todo. Os agressores são estudantes com comportamentos hostis, que se consideram melhores que os outros. Acreditam na impunidade de seus atos dentro da escola, e geralmente já foram vítimas de bullying. Muitas vezes são de famílias desestruturadas, pais opressores, violentos e agressivos. Podem ter comorbidades, como transtorno de conduta, TDAH.
Os alvos de bullying são os alunos tímidos, quietos, inseguros, com poucas habilidades sociais, poucos amigos, sem capacidade para reagir aos atos de agressividade. São fisicamente mais frágeis. Podem ser alunos novos, vindos de outras escolas, de religiões diferentes ou raças diferentes das do agressor.
As testemunhas dos atos de bullying são alvos indiretos do bullying, que não reagem, pois tem medo de ser a próxima vítima.
Os agredidos não buscam ajuda, pois acreditam na impunidade do agressor.
Atualmente existe o cyberbullying, que acontecem nas salas de bate papo virtual, e-mail, página de internet. Os alvos são expostos por textos, imagens e vídeos. Em alguns casos existe a criação de uma comunidade para difamar a vítima. Na maioria das vezes o cyberbullying acompanha o bullying. Causando o mesmo sofrimento na vítima
O bullying causa um grande sofrimento, afetando o desenvolvimento social, emocional e no desempenho acadêmico.
As vítimas acabam apresentando baixa autoestima, queda no rendimento escolar, resistência em ir para a escola, troca freqüente de escola, abandono dos estudos por um tempo.
É comum as vítimas apresentarem episódios depressivos, pânico e fobia escolar.
Na escola os agressores podem apelidar, ameaçar, agredir, hostilizar, ofender, humilhar, discriminar, excluir, isolar, intimidar, perseguir, assediar, furtar e até quebrar objetos pessoais.
Diante deste contexto o professor precisa identificar precocemente. A informação e conscientização são meios eficazes.
Os casos mais graves devem ser encaminhados para médicos e/ou psicólogos.
A escola precisa ter programas anti-bullying, com orientações a pais, professores e alunos. Elaborar estratégias para lidar com o problema e medidas de controle de comportamento, pois o ambiente escolar precisa ser agradável, seguro e acolhedor.
O  professor precisa promover debates, discussões sobre o tema, palestras aos pais alunos, estimulando a informação e conhecimento sobre este comportamento.  Enfim, pregar que a pratica de bullying não seja tolerada, estimule a denuncia e forneça auxílio aos alvos, aos agressores e as testemunhas.
O professor tem um papel de extrema importância para ajudar a diminuir a prática de bullying em sala de aula.

Bulling reportagem 2009

5a. Semana - Educação e Construção de Valores

 PODEM A ÉTICA E A CIDADANIA SER ENSINADAS?
Prof. José Sérgio Carvalho
A formação ética  é uma preocupação bem antiga
A ética é um problema a ser formada, segundo Aristóteles.
A preocupação da vinculação entre educação e formação ética sempre fez parte do discurso escolar vinda de  uma  tradição filosófica  que discute o problema da formação escolar.
Tida como  um problema de alta relevância pública na Grécia antiga, quando a sociedade grega começa a se democratizar, a questão da formação de todos para a cidadania começa a ser pensada.
Sócrates indagava: Se a formação ética é essencial, quem poderia formar? Quem poderá ser mestre?
Protágoras levanta o ponto que a ética não pode ser ministrada como uma disciplina. Todo o entorno escolar contribui pra a formação ética. As práticas escolares e os conteúdos da escola contribuem para a formação, não só pelo que é dito pelos professores, mas sim pela forma como ele conduz e age com os alunos.

Para Aristóteles nós ensinamos pela atitude, e exige do professor que demonstre as virtudes em suas ações que devem ter por base o respeito e a igualdade.


Profa. Flávia Schieling

Paz
Gabriel O Pensador
Aqui se planta, aqui se colhe, mas pra flor nascer é
preciso que se molhe
É preciso que se regue pra nascer a flor da paz
É preciso que se entregue com amor e muito mais.
É preciso muita coisa, e que muita coisa mude
Muita força de vontade e atitude
Pra poder colher a paz tem que correr atrás. E tem que
ser ligeiro!
Pra poder colher a fruta é preciso ir à luta. E tem
que ser guerreiro!

Refrão:
Pela paz a gente canta, a gente berra.
Pela paz eu faço mais. Eu faço guerra.

Eu vou a luta, eu vou armado de coragem e consciência
Amor e esperança
A injustiça é a pior das violências
Eu quero paz, eu quero mudança.

Dignidade pra todo cidadão
Mais respeito, menos discriminação
Desigualdade, não. Impunidade, não
Não me acostumo com essa acomodação.

Eu me incomodo e não consigo ser assim, por que eu
preciso da paz
Mas a paz também precisa de mim.
A paz precisa de nós. Da nossa luta, da nossa voz.

Paz, aonde tu estás? Aonde você vive? Aonde você jaz?
Onde você mora? Onde te encontramos?
Onde você chora? Onde nós estamos?
Onde te eterramos? Que lar você habita?
Onde nós erramos? Volta, ressucita.

Será que a paz morreu, será que a paz tá morta?
Será que não ouvimos quando a paz bateu na porta?
A paz que não tem vaga, na porta da escola
A paz vendendo bala, a paz pedindo esmola
A paz cheirando cola, virando adolescência
Atrás de uma pistola virando violência.

Será que a paz existe, será que a paz é triste?
Será que a paz se cansa da miséria e desiste?
A paz que não tem vez, a paz que não trabalha
A paz fazendo bico, ganhando uma migalha
No fio da navalha, dormindo no jornal
Atrás de ma metralha virando marginal

Refrão:
Pela paz a gente canta, a gente berra.
Pela paz eu faço mais. Eu faço guerra.

Será que a paz ataca, será que a paz tá fraca?
Será que a paz quer mais do que viver numa barraca?
A paz que não tem terra, a paz que não tem nada
A paz que só se ferra, a paz desesperada
A paz que é massacrada lutando por justiça
Atrás de uma enxada, virando terrorista

Será que a paz assusta, será que a paz é justa?
Será que a paz tem preço? Quanto é que o preço custa?
A paz que não tem raça nem boa aparência
A paz não vem de graça, a paz é consequência
A paz que a gente faz, sem peso e sem medida
Atrás dessa fumaça, paz virando vida.
A paz que não tem prazo, a paz que pede urgência
Não vai ser por acaso. A paz é consequência
Não é coincidência nem coisa parecida
A paz a gente faz, feito um prato de comida.

Refrão:
Pela paz a gente canta, a gente berra.
Pela paz eu faço mais. Eu faço guerra.

Eu vou a luta, eu vou armado de coragem e consciência
Amor e esperança
A injustiça é a pior das violências
Eu quero paz, eu quero mudança.

A violência não é só dos traficantes
A covardia não é só dos policiais
A violência também é dos governantes
Dos homens importantes
Não sei quem mata mais

Como é que a gente faz
Pra medir a violência na emergência dos hospitais?
A dor e o sofrimento
Os filhos qe não nascem, os pais que morrem sem
atendimanto?

Qual é a gravidade
Do roubo milionário praticado por alguma autoridade
Que tem imunidade, que compra a liberdade?
Enquanto o cidadão honesto vive atrás das grades
Com medo de um asalto à mão armada
Pagando imposto alto e não recebendo nada

Qual é o grau do perigo
Da falta de escola e de emprego, de prisão e de
abrigo?
Qual é o pior inimigo
Os pais da corrupção ou os filhos do mendigo?
Quem é o grande culpado
O ladrão, que tem cem anos de perdão, ou você, que
vota errado?

Refrão:
Pela paz a gente canta, a gente berra.
Pela paz eu faço mais. Eu faço guerra.



http://www.vagalume.com.br/gabriel-pensador/paz.html#ixzz17xsTCHEi 

VIOLÊNCIA E EDUCAÇÃO

A violência nos emudece, vem para quebrar os discursos, não é fácil fala.

“Se puderes olhar vê, se puderes ver, repara” (SARAMAGO, José - Livro:Ensaio sobre a cegueira)
Que haja um esforço para olhar, ver, reparar, sanar, reparar alguma situação, por mais difícil que pareça lidar com este assunto!
Primeiro  grande desafio para as escolas e para a sociedade é falar a violência.
É possível fazer algo com relação a isto através de um trabalho de diagnóstico, e ver possibilidades de ações sobre essa problemática.
O que nos compete?
Diante de várias queixas, indagar o que de fato acontece.
Entender o que compete à escola, o que é possível fazer, é importante para tentar amenizar tal situação. Tomando o cuidado de não sobrecarregar a escola quanto à solução para todos os problemas, e que na verdade são de ordens sociais.
Quando se começa a se questionar quais são as violências que estão acontecendo na escola, nota-se a violência  que passa para dentro da escola. É possível estabelecer algumas conexões com a comunidade, a partir de alguns projetos e que tornem a escola mais protegida.

Existe também a violência que ocorre na família e que chega à escola. Tentar entender a criança e o que esta acontecendo com ela, e buscar algumas medidas para melhorar a situação, como a conexão com um posto de saúde, para que acompanhe essa família, entrar em contato com o conselho tutelar, enfim, buscar mecanismos que possibilitem mudanças na situação inicial.

Há também uma violência que pode ser produzida na instituição escolar. Os alunos, por exemplo, não conseguem aprender e passam de ano, e isso é uma violência, pois é desigual a sua competitividade externa da escola.

A escola pode procurar entender o tipo de violência, com quem, contra quem, em que lugar, ela acontece. Olhar ver o que está acontecendo e orientar ações para se estabelecer conexões importantes para se trabalhar em prol de uma comunidade mais pacífica e respeitosa.

sábado, 11 de dezembro de 2010

4a. Semana - Saúde na Escola

SEXUALIDADE NA ESCOLA
Li Li Min

Muitas vezes é evitado e pouco discutido no interim das escolas, talvez por falta
de oportunidade ou de interesse!

Dra Marici Braz (pediatra Unicamp)
DIFICULDADES NA DISCUSSÃO DO TEMA:
  • Preconceitos
  • Tabus
  • Monólogo
  • Pudor
Porém é importante a abordagem de tal assunto nas escolas pois o índice de gravidez precoce é bastante significativo, assim como os casos de abortos em adolescentes.



A sexualidade esta presente desde o nascimento do individuo.

De acordo com a idade, existem diferentes  gratificações de prazer:
·         Primeiros anos de vida: fase oral.
·         18 meses a 4 anos: fase anal.
·         3 a 5 anos: fase fálica ou genital.
·         6 anos até a puberdade: fase de latência.
·         A partir da adolescência: fase genital adulta.

Puberdade - Desenvolvimento Biológico Corporal (genitais, estirão do crescimento, des. sistema respiratório, cardíaco, etc.) . A puberdade tem limites bem estabelecidos, tendo como objetivo final o desenvolvimento da função reprodutora.



Adolescência - processo amplo de desenvolvimento entre a infância e a fase adulta, ocorrendo desenvolvimento biológico, psicológico e social.
Meninas 11 - 12
Meninos 12 - 14

Na adolescência o objetivo final é a identidade individual e autonomia do indivíduo.
Neste período o individuo ira sofrer três lutos:
  1. Perda do corpo infantil,
  2. Perda dos pais da infância e
  3. Perda da identidade e do papel sócio-familiar infantil.

É um momento de transformações físicas e fisiológicas, a questão central nesta fase é a normalidade de seu corpo, revendo a imagem corporal e as diferenças sexuais. Há também uma redefinição dos modelos e relacionamentos.
A família deixa e ser o centro, tendo maior contato com o grupo do sexo oposto, ou com amigos do mesmo sexo.


No meio da adolescência é marcada pelas últimas transformações físicas. Ocorre uma assimilação mais harmoniosa do seu papel dentro da família e da sociedade. Há uma conquista do lugar do individuo na sociedade ele consegue perceber um novo papel enquanto sujeito. O maio conflito nesta fase é o desejo de independência e a necessidade que se tem da família.
No fim da adolescência ocorre a última etapa do desenvolvimento físico, há uma identidade sexual, um relacionamento íntimo, identidade de adulto e independência material.


Inicia-se diversas praticas sexuais, a masturbação, ficar, namorar, homossexualismo e relações sexuais forçadas.








A masturbação ocorre de forma diferente entre os gêneros.
Nos meninos a incidência é três vezes maior, ela é um substituto da experiência sexual, é um momento de descoberta do próprio corpo.
Nas meninas é uma incidência bem diminuída e ocorre principalmente após os quinze anos, e quando ocorre ela vem acompanhada por uma experiência genital com um par.


A masturbação é um elemento integrante da sexualidade, ela permite a passagem da atividade auto erótica infantil e narcísica  para uma atividade auto erótica relacional na qual o outro tem o seu papel e lugar.
A masturbação é preocupante quando há uma incapacidade de se masturbar ou há uma compulsão em se masturbar.
O “Ficar” é uma experiência de estar com o outro, trocar carícias, intimidades, descobertas e sensações sobre o corpo e si mesmo. Os limites são determinados pelo casal. Sem o compromisso de continuidade e exclusividade, é um momento de experimentação. O namorar pode ser decorrente do “ficar”, a fidelidade é um marco de compromisso.

A virgindade é encarada de forma diferenciada entre os gêneros, sendo para os meninos o inicio mais cedo e uma freqüência aumentada. Já as meninas têm o estímulo da sociedade em manter preservada, e iniciam sua vida sexual mais tarde.
O homossexualismo deixou de ser considerado um transtorno metal em 1973, e pra discutir este tema é necessário uma reformulação do conceito de gênero e sobre os preconceitos associados ao tema.

No período da adolescência a angustia gerada pelo relacionamento com o sexo oposto gera a busca do apoio com o mesmo sexo.
Desconfiança entre os familiares sobre esse adolescente gera mais angustia no individuo.
As relações sexuais forçada, não se limitam ao ato sexual e é mais abrangente que a violência sexual.
Há uma incidência maior em meninas, e pode ser prolongada quando ocorre na própria família.




A discussão da sexualidade na escola é importante para garantir a passagem da adolescência para a fase adulta de forma saudável, favorecendo o acesso a informações, a discussão da sexualidade e afetividade, acesso ao sexo seguro, ter um espaço para que este adolescente se sinta seguro e possa esclarecer dúvidas e inseguranças, sem se sentir constrangido.


SEXUALIDADE E PREVENÇÃO DE RISCO

Li Li Min

O adolescente precisa ter acesso a preservativos, para que haja a diminuição de DSTs e Aids, pois os índices estão aumentando entre esta faixa etária.

Trabalhar com os professores como abordar a temática com os adolescentes, fazendo dinâmicas, e buscando trabalhar também a necessidade do uso, e outros aspectos como a afetividade, a relação com o outro, de forma aberta e responsável.
No Brasil, a gravidez na adolescência ocorre nas primeiras relações, pois a menina acaba assumindo sozinha a gravidez indesejada.
Trabalhar com a sexualidade na escola é de fundamental importância, para que os adolescentes tenham informações adequadas sobre o próprio corpo, e o corpo de outro, estimulando o conhecimento não somente o ato sexual, mas os sentimentos que envolvem este tipo de relação.
Seria um grande avanço  por parte da comunidade e dos pais um trabalho de conscientização e quebra de tabus  necessária, pois a escola não estará estimulando o adolescente, mas sim prevenindo problemas e proporcionando conhecimentos sob fatores que já estão estatisticamente comprovados.


4a. Semana - Educação e Construção de Valores

DIMENSÕES CONSTITUTIVAS DO SUJEITO PSICOLÓGICO
Prof. Ulisses Araújo
Razão: Existe uma forte questão que afeta o dia a dia de sala, quem é nosso aluno?
Com quem lidamos?
A maioria das teorias tendem a redução do ser humano. O propósito é estudar de uma forma mais complexa o ser humano, e isto influencia em sala de aula e a forma em que lidamos com alunos e terceiros.
Sujeito como ser COMPLEXO:

Muitas vezes não está em livros, não é teoria, é um sujeito “de carne e osso”.

O sujeito psicológico se envolve com o meio. Constituido de um mundo consciente e não consciente (não estão na nossa consciência a operações que ocorrem no nosso cérebro ou no nosso corpo, mas não temos consciência sobre isso, porém influenciam  nossa vida)
DIMENSÕES CONSTITUTIVAS DO SUJEITO PSICOLÓGICO
  • BIOLÓGICO
  • AFETIVA – papel  afetos, sentimentos,emoções
  • SOCIO CULTURAL – Existem em nossas crenças influencia de culturas que ajudam a construir nossa identidade
  • COGNITIVO – inteligência, forma de se comportar e lidar com fatos e pessoas
Teorias reducionistas tendem a estudar apenas um dos aspectos através apenas de UMA destas dimensões, dependendo da área de atuação profissional, ou autores ...
Não podemos explicar o ser humano considerando apenas UM aspectos, pois eles acontecem SIMULTANEAMENTE.
Algumas vezes o foco é maior em determinado fator, mas considerando a complexidade do ser humano
Não é só cérebro, nem máquina de aprender, nem desisteressado, apenas...


Entendimento de comportamentos de forma complexa, uqestões interagem de forma COLETIVA, dentro de uma perspectiva considerando um SUJEITO COMPLEXO, onde ele vive todas estas estruturas ao mesmo tempo
Visão de TOTALIDADE DO SUJEITO
O fato de um indivíduo ter nascido na favela determina seu comportamento?
Pais separados determinam...?
Influencias, relacionamentos, etc...
REFLEXOS NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DE VALORES.
A CONSTRUÇÃO  DOS VALORES E  A DIMENSÃO AFETIVA
Profa.   Viviane Pinheiro
A MARGARIDA FRIORENTA (Fernanda Lopes de Almeida)

Era uma vez uma margarida em um jardim.Quando ficou de noite a margarida começou a tremer.Aí passou a Borboleta Azul. A borboleta parou de voar.
- Por que você esta tremendo?
- Frio!
- Oh! E horrível ficar com frio! E logo em uma noite tão escura!
A Margarida deu uma espiada na noite.
E se encolheu nas suas folhas.
A Borboleta teve uma idéia:
- Espere um pouco! E voou para o quarto de Ana Maria.
-Psiu, acorde!
- Ah? E você, Borboleta? Como vai?
- Eu vou bem. Mas a Margarida vai mal.
- O que e que ela tem?
- Frio coitada!
- Então já sei o remédio. É trazer a Margarida para o meu quarto.
- Vou trazer já.
A Borboleta pediu ao cachorro Moleque:
- Você leva esse vaso para o quarto da Ana Maria?
Moleque era muito inteligente e levou o vaso muito bem.
Ana Maria abriu a porta para eles. E deu um biscoito para Moleque.
A Margarida ficou na mesa de cabeceira.Ana Maria se deitou.
Mas ouviu um barulhinho. Era o vaso balançando. A Margarida estava tremendo!
- Que e isso?
- Frio!
- Ainda? Então já sei! Vou arranjar um casaquinho para você.
Ana Maria tirou o casaquinho da boneca. Porque a boneca não estava com frio nenhum.E vestiu o casaquinho na Margarida.
- Agora, você esta bem. Durma e sonhe com os anjos.
Mas quem sonhou com os anjos foi Ana Maria. A Margarida continuou a tremer.
Ana Maria acordou com o barulhinho.
- Outra vez? Então já sei. Vou arranjar uma casa para você!
E Ana Maria arranjou uma casa para Margarida.Mas quando ia adormecendo ouviu outro barulhinho.
Era a Margarida tremendo.Então Ana Maria descobriu tudo.
Foi lá e deu um beijo na Margarida... A Margarida parou de tremer.
E dormiram muito bem a noite toda.No dia seguinte Ana Maria disse para a Borboleta Azul:
-Sabe Borboleta? O frio da Margarida não era frio de casaco não!
E a Borboleta respondeu:
- Ah! Entendi!
A afetividade é tão importante quanto a cognição (estruturas), complementam-se fazendo parte da organização do psiquismo humano.
VERGONHA E CULPA
ASPECTOS QUE OS DIFERENCIAM
VERGONHA:   RELACIONA-SE A FORMA COMO O OUTRO ME VÊ
                       DESEJO DE SE ESCONDER OU ESCAPAR

CULPA:      RELACIONA-SE MAIS A AUTO-AVALIAÇÃO DO SUJEITO
                  DESEJO DE CONFESSAR, SE DESCULPAR
ASPECTOS QUE OS RELACIONAM:
AMBOS SENTIMENTOS SÃO MORAIS
SÃO EMOÇÕES NEGATIVAS
SÃO ATRIBUIÇÕES INTERNAS VIVENCIADAS EM RELAÇÕES INTERPESSOAIS
EMERGEM DA REGULAÇÃO DOS VALORES MORAIS (VERGONHA E CULPA)
Não minimizar os vínculos afetivos... As escolas tendem a cortar estes vínculos!
Trabalho com os sentimentos morais, explicitados pelos alunos, como objetos de conhecimento. Um deles é o valor de tolerância
As pessoas que tem sentimentos positivos tendem a resolver seus conflitos de forma mais ativa
Que as escolas estimulem sentimentos mais positivos, proporcionando uma sociedade mais harmoniosa

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

3a. Semana - Saúde na Escola

TDAH
Prof. Paula Fernandes
Não precisamos, como professores, fazer o DIAGNÓSTICO do TDAH, mas precisamos ter informações para identificar crianças que precisem de acompanhamento.
Algumas são agitadas naturalmente, nem toda criança com características de agitação tem realmente o TDAH.
“É um transtorno comportamental e neurobiológico, de causas genéticas e ambientais, que aparece na infância e pode acompanhar a pessoa por toda vida sofrimento"
*Caracterização pela tríade sintomatológica:
-Desatenção
-Hiperatividade
-Impulsividade
                               PREJUIZOS: *Desempenho acadêmico
                                                   *Relacionamento interpessoal
DESATENÇÃO:
·         Dificuldade de prestar atenção a detalhes;
·         Parece não escutar quando falam com ele;
·         É facilmente distraído com estímulos alheios;
·         Tem dificuldade de organização;
·         Comete erros por descuido;
·         Não segue instruções;
·         Não termina suas tarefas;
·         Perde coisas importantes

HIPERATIVIDADE
  • Não consegue envolver-se em atividades silenciosas;
  • Está sempre a “mil por hora”, “a todo vapor”;
  • Agita mãos e pés ou se remexe na cadeira;
  • Tem dificuldades em permanecer sentado;
  • Corre axageradamente;
  • Fala demais
Vai em outros locais, mexe com outros alunos....

IMPULSIVIDADE:
  • Dá respostas precipitadas a perguntas não terminadas;
  • Tem dificuldade em aguardar sua vez;
  • Interrompe ou se intromete em conversas alheias;


Características:
ü  ACOMETE 5 A 13% DAS CRIANÇAS EM IDADE ESCOLAR
ü  PODE PERSISTIR NA VIDA ADULTA EM METADE DOS CASOS
ü  MAIS COMUM EM MENINOS
ü  NAS MENINAS: 10 – 25% DOS CASOS DE TDAH

Tipos de TDAH
  1. Predominantemente desatento
  2. Predominantemente hiperativo-impulsivo
  3. Combinado

  1. Predominantemente desatento:
Ø  Mais comum no sexo  feminino
Ø  Alta taxa de prejuízo acadêmico
Ø  São crianças desorganizadas, esquecidas, frequentemente distraídas,  não copiam tarefa vivem no “mundo da lua”
Ø  Alto nível de isolamento e retraimento
-> Inabilidades Sociais
-> Ansiedade e relutância para participar de atividades em grupo
  1. Predominantemente hiperativo-impulsivo
Ø  São mais agressivas
Ø  Altas taxas de rejeição pelos colegas
Ø  Sofrem de “impopularidade”
Ø  São agitadas, inquietas, e impulsivas

  1. Combinado - Perfil do TDAH
Ø  Prejuízo muito grande no funcionamento global da criança (atenção, hiperatividade e impulsividade juntas, prejudicam todas as esferas em que esta criança esta inserida)
Ø  São rejeitadas pelos colegas: agem sem pensar, são inadequadas socialmente, falham em ffazer planos e prever situações
Muitas vezes este tipo de comportamento passa despercebido pelos pais, e a escola é a mais próxima para encaminhá-lo a um tratamento adequado.
Sintomas mais evidentes:
ü  Alteração nas habilidades lingüísticas
ü  Falta de noção de espaço (desenhos, Tem dificuldade em se adequar a um espaço limitado)
ü  Dificuldade de reconhecer símbolos gráficos(3 – E; p-q-d-b) Grande confusão
ü  Dificuldade para ficarem sentadas e prestarem atenção
ü  Pouca coordenação , motora -> desajeitada
ü  Tendência a estar sempre em movimento, tem dificuldade em terminar a tarefa.
Diagnósticco
·         É fundamental um diagnóstico profissional clínico (médico),  (TDAH situacional), reunindo familiares, progessor
·         Prejuízo em dois ou mais contextos
·         Baseado nos critérios operacionais do DSM – IV ou CID -10
ETIOLOGIA/ CAUSAS
  • Fatores Genéticos
  • Fatores Biológicos/Físicos
  • Fatores Psicossociais
CONSEQUÊNCIAS
  • Baixo  rendimento escolar
  • A criança não consegue acompanhar sua turma
  • Perda da auto-estima
  • Tristeza e falta de motivação
  • Dificuldades de relacionamento
  • Predisposição à episódios depressivos graves
  • Abuso de álcool e drogas (adol. Adulto)
  • Adultos inseguros, com poucas habilidades sociais
TRATAMENTO
Relacionado à causa, específico para CADA CASO, avaliando todo contexto das condições com envolvimento da família e da escola
Multifatorial e ESPECÍFICO levando se em conta o contexto de cada um
POSSIBILIDADE DE INTERVENÇÃO NA ESCOLA
Como o professor age?
Orientação/informação a pais, professores e crianças
Objetivos:
v  Ajudar a criança, a família e os professores a compreender os sintomas e os prejuízos do TDAH
v  Desfazer rótulos prévios (‘preguiçoso, sem interesse, etc”)
v  Melhorar a autoestima das criança
v  Pais: melhores estratégias para lidar com TDHA

Desfazer rótulos (ele não quer saber de nada.... A CRIANÇA/ ADOLESCENTE VIVE O RÓTULO que colocamos nelas)
Melhorar auto estima das crianças

Estudar melhores estratégias para se lidar com tais crianças
Crianças com TDAH tem dificuldade em planejar atividades futuras, dica: Calendários (colocando todas as atividades e acompanhando com a criança), calendário diário de atividades (lição de casa, aulas extras, passeios, educação física, etc) mês a mês.
RECONHECIMENTO E ELOGIOS
É uma intervenção baseada em contingências, premia quando há um comportamento , atitudes e respostas adequadas. DIFERENTE de chantagem.
Geralmente esta cça chama a atenção pelo negativo, inserida no contexto em sala de aula e o prof. O repreende e lhe dá atenção somente diante de comportamentos negativos.
A crianças precisa de elogio, reconhecimento, se sentir inserida no contexto de sala
Ajuda na impulsividade
Envolver / discutir com os pais.
  O trabalho de um psicólogo será necessário para ajudar a criança a lidar com suas dificuldades e com as pessoas com quem convive.

RETARDO MENTAL E AUTISMO
Prof Paula Fernandes
Você tem algum aluno com retardo mental/autismo?
Como lidar com a inclusão? Ou com uma criança com tais características
RETARDO MENTAL
2 lados, o medo do diagnóstíco e a gratidão por saber o que realmente é, qual é o problema.
Pois quando os pais descobrem o real diagnóstico, a criança já passou por diversos profissionais da saúde que não conseguiram diagnosticar corretamente.
É mais fácil lidar com  crianças com retardo mental quando já existe um diagnóstico médico confirmado.
DEFINIÇÃO:
v  Pessoas com habilidades intelectuais abaixo da média (percebe que algo não vai bem em termos cognitivos)
v  Início do déficit antes dos 18 anos de idade
v  Consequências: problemas no funcionamento diário, na comunicação, na interação social, nas habilidades motoras (dificuldade ecsrita), nos cuidados pessoais  e na vida acadêmica, rotina de vida,
v  Prevalência: 1-2% da população geral
TIPOS DE RETARDO MENTAL
Leve – Atrasos na linguagem, mas consegue se comunicar, expressar suas necessidades, consegue fazer cuidados pessoais, conseguem estudar normalmente até o ensino médio, consegue até casar e talvez gerenciar uma casa
Moderado: Dificuldade na compreensão e uso da linguagem, complicação na comunicação e vida escolar
Cuidados pessoais e habilidades motoras: limitadas auxilio para toda vida
Vida acadêmica limitada benefícios com turmas especiais (habilidades básicas e sociais) Até consegue ir até certo ponto mas tem mais benefícios guando esta numa turma que trabalha especifica,mmente com cças com problemas similares
Grave: Inserir a pessoa num contexto social. Não ficam MAIS  ESCONDIDAS em casa, mas ficam em instituições de crianças que
Graus maiores de prejuízos intelectuais, funcionais e motores
Déficits visuais e auditivos lesões orgânicas e desenvolvimento cerebral inadequado
Necessitam de atenção e cuidados especiais para tida vida
Estudo em instituições especiaalizadas. Diferente  d e20 anos atrás. Leve e moderado em sala de aula, e graves em instituições que estimulem as crianças.
O QUE PODEMOS FAZER?
Identificação precoce (desde a gestação)- Preparo dos pais
  • Tratamento: controle das alternativas comportamentais, agitação. Psicomotora, agressividade, hostilidade, hiperatividade, etc. Não tem cura, lida-se com as conseqüências comportamentais.
  • Treino de habilidades sociais, estímulos favoráveis. Precisa inserir num grupo onde possa haver troca e estímulos
  • Informação e treinamento de pais, familiares. Informação, conscientização da sociedade

ESCOLA
Informação e treinamento de pais, familiares e professores.
Maior número de estímulos possíveis
*Escola: como não tem cura, trabalho educacional especial para promover a máxima estimulação possível, respeitando as limitações de cada pessoa.
*Objetivo: Melhora das relações sociais e busca de qualidade de vida para todos (escola como um todo, pais, professores, colegas, aluno, etc)
É MUITO IMPORTANTE A INFORMAÇÃO, CONSCIENTIZAÇÃO, CONSEGUIR ESTIMULAR AO MÁXIMO A CRIANÇA COM ALGUMA LIMITAÇÃO

AUTISMO

Considerado um Transtorno  invasivo do desenvol/to que causa prejuízos  na interação social, atraso na aquisição da linguagem e comportamento esteriotipados e repetitivos
Incidência approx/te  2 a 5 casos para cada 10.000
Mais comum em meninos que em meninas
Características:
Geralmente Identificado com 2 anos e meio de idade, criança não fala, resiste aos cuidados paternos e não interage, enquanto taiss fatos já deveriam estar acontecendo
Bebês: Déficit no comportamento social, evitam contato visual, sem interesse na voz humana, indiferentes ao afeto
Crianças: Não seguem os pais pela casa, não tem interesse em brincar com outras crianças,
Interesse por brincadeiras estereotipadas, como por exemplo:
Movimento da RODA de um carrinho, fixando o olhar na mesma
-Cheirar e lamber objetos
-Bater palmas e levar o corpo para frente e para trás repetitivamente
-Fascinação por luzes, sons e movimentos
-Incomoda-se com mudanças em sua rotina diária, provavelmente respondendo de forma agressiva
-Inteligência e linguagem geralmente prejudicadas/ comprometidas

NA ESCOLA:
v  Não tem interesse em brincar com outras crianças; isola-se
v  Não tem interesse por jogos ou brincadeiras, parece que nada a motiva
v  Interesse por  brinquedo específico ou parte deles, interesse só pela “roda”
v  ATOS REPETITIVOS E ESTERIOTIPADOS
v  Ataques de raiva diante da mudança na rotina
v  Resistência em aprender novas atividades

O QUE FAZER?
Tratamento individualizado

Intervenções conjuntas: educação especial (não necessariamente uma instituição especial), aconselhamento a pais, terapia comportamental, treino de habilidades sociais, medicações visando melhorar a qualidade de vida (pois não tem cura) e a adaptação da criança
45% das crianças com autismo: Comunicação verbal  boa através da educação direcionada.
COMO A ESCOLA LIDA COM A INCLUSÃO SOCIAL DESTAS CRIANÇAS?
  • A criança precisa de estruturação. Um ambiente organizado ajudará na organização interna da criança.
  • Nunca dê mais que uma instrução ao mesmo tempo. A criança certamente se esquecerá de alguma coisa.
  • Ao falar com a criança, olhe sempre nos olhos dela. Isso a ajudará a manter a atenção no que você está dizendo.
  • Repita sempre as instruções, pois a criança precisa disso.
  • Na escola, o professor deve procurar dar tarefas curtas para a criança. Se a for longa, é importante tentar dividi-la em tarefas menores para que a criança não tenha a sensação de que é longa demais e que nunca vai terminar tudo aquilo.
  • Sempre valorize as coisas boas que a criança faz e as tarefas que consegue cumprir: ela provavelmente está cansada de saber de suas limitações, mas poucas vezes tem a oportunidade de ouvir sobre suas conquistas.
http://www.educacional.com.br/falecom/psicologa_bd.asp?codtexto=108