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sábado, 11 de dezembro de 2010

4a. Semana - Saúde na Escola

SEXUALIDADE NA ESCOLA
Li Li Min

Muitas vezes é evitado e pouco discutido no interim das escolas, talvez por falta
de oportunidade ou de interesse!

Dra Marici Braz (pediatra Unicamp)
DIFICULDADES NA DISCUSSÃO DO TEMA:
  • Preconceitos
  • Tabus
  • Monólogo
  • Pudor
Porém é importante a abordagem de tal assunto nas escolas pois o índice de gravidez precoce é bastante significativo, assim como os casos de abortos em adolescentes.



A sexualidade esta presente desde o nascimento do individuo.

De acordo com a idade, existem diferentes  gratificações de prazer:
·         Primeiros anos de vida: fase oral.
·         18 meses a 4 anos: fase anal.
·         3 a 5 anos: fase fálica ou genital.
·         6 anos até a puberdade: fase de latência.
·         A partir da adolescência: fase genital adulta.

Puberdade - Desenvolvimento Biológico Corporal (genitais, estirão do crescimento, des. sistema respiratório, cardíaco, etc.) . A puberdade tem limites bem estabelecidos, tendo como objetivo final o desenvolvimento da função reprodutora.



Adolescência - processo amplo de desenvolvimento entre a infância e a fase adulta, ocorrendo desenvolvimento biológico, psicológico e social.
Meninas 11 - 12
Meninos 12 - 14

Na adolescência o objetivo final é a identidade individual e autonomia do indivíduo.
Neste período o individuo ira sofrer três lutos:
  1. Perda do corpo infantil,
  2. Perda dos pais da infância e
  3. Perda da identidade e do papel sócio-familiar infantil.

É um momento de transformações físicas e fisiológicas, a questão central nesta fase é a normalidade de seu corpo, revendo a imagem corporal e as diferenças sexuais. Há também uma redefinição dos modelos e relacionamentos.
A família deixa e ser o centro, tendo maior contato com o grupo do sexo oposto, ou com amigos do mesmo sexo.


No meio da adolescência é marcada pelas últimas transformações físicas. Ocorre uma assimilação mais harmoniosa do seu papel dentro da família e da sociedade. Há uma conquista do lugar do individuo na sociedade ele consegue perceber um novo papel enquanto sujeito. O maio conflito nesta fase é o desejo de independência e a necessidade que se tem da família.
No fim da adolescência ocorre a última etapa do desenvolvimento físico, há uma identidade sexual, um relacionamento íntimo, identidade de adulto e independência material.


Inicia-se diversas praticas sexuais, a masturbação, ficar, namorar, homossexualismo e relações sexuais forçadas.








A masturbação ocorre de forma diferente entre os gêneros.
Nos meninos a incidência é três vezes maior, ela é um substituto da experiência sexual, é um momento de descoberta do próprio corpo.
Nas meninas é uma incidência bem diminuída e ocorre principalmente após os quinze anos, e quando ocorre ela vem acompanhada por uma experiência genital com um par.


A masturbação é um elemento integrante da sexualidade, ela permite a passagem da atividade auto erótica infantil e narcísica  para uma atividade auto erótica relacional na qual o outro tem o seu papel e lugar.
A masturbação é preocupante quando há uma incapacidade de se masturbar ou há uma compulsão em se masturbar.
O “Ficar” é uma experiência de estar com o outro, trocar carícias, intimidades, descobertas e sensações sobre o corpo e si mesmo. Os limites são determinados pelo casal. Sem o compromisso de continuidade e exclusividade, é um momento de experimentação. O namorar pode ser decorrente do “ficar”, a fidelidade é um marco de compromisso.

A virgindade é encarada de forma diferenciada entre os gêneros, sendo para os meninos o inicio mais cedo e uma freqüência aumentada. Já as meninas têm o estímulo da sociedade em manter preservada, e iniciam sua vida sexual mais tarde.
O homossexualismo deixou de ser considerado um transtorno metal em 1973, e pra discutir este tema é necessário uma reformulação do conceito de gênero e sobre os preconceitos associados ao tema.

No período da adolescência a angustia gerada pelo relacionamento com o sexo oposto gera a busca do apoio com o mesmo sexo.
Desconfiança entre os familiares sobre esse adolescente gera mais angustia no individuo.
As relações sexuais forçada, não se limitam ao ato sexual e é mais abrangente que a violência sexual.
Há uma incidência maior em meninas, e pode ser prolongada quando ocorre na própria família.




A discussão da sexualidade na escola é importante para garantir a passagem da adolescência para a fase adulta de forma saudável, favorecendo o acesso a informações, a discussão da sexualidade e afetividade, acesso ao sexo seguro, ter um espaço para que este adolescente se sinta seguro e possa esclarecer dúvidas e inseguranças, sem se sentir constrangido.


SEXUALIDADE E PREVENÇÃO DE RISCO

Li Li Min

O adolescente precisa ter acesso a preservativos, para que haja a diminuição de DSTs e Aids, pois os índices estão aumentando entre esta faixa etária.

Trabalhar com os professores como abordar a temática com os adolescentes, fazendo dinâmicas, e buscando trabalhar também a necessidade do uso, e outros aspectos como a afetividade, a relação com o outro, de forma aberta e responsável.
No Brasil, a gravidez na adolescência ocorre nas primeiras relações, pois a menina acaba assumindo sozinha a gravidez indesejada.
Trabalhar com a sexualidade na escola é de fundamental importância, para que os adolescentes tenham informações adequadas sobre o próprio corpo, e o corpo de outro, estimulando o conhecimento não somente o ato sexual, mas os sentimentos que envolvem este tipo de relação.
Seria um grande avanço  por parte da comunidade e dos pais um trabalho de conscientização e quebra de tabus  necessária, pois a escola não estará estimulando o adolescente, mas sim prevenindo problemas e proporcionando conhecimentos sob fatores que já estão estatisticamente comprovados.


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