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sábado, 11 de dezembro de 2010

4a. Semana - Saúde na Escola

SEXUALIDADE NA ESCOLA
Li Li Min

Muitas vezes é evitado e pouco discutido no interim das escolas, talvez por falta
de oportunidade ou de interesse!

Dra Marici Braz (pediatra Unicamp)
DIFICULDADES NA DISCUSSÃO DO TEMA:
  • Preconceitos
  • Tabus
  • Monólogo
  • Pudor
Porém é importante a abordagem de tal assunto nas escolas pois o índice de gravidez precoce é bastante significativo, assim como os casos de abortos em adolescentes.



A sexualidade esta presente desde o nascimento do individuo.

De acordo com a idade, existem diferentes  gratificações de prazer:
·         Primeiros anos de vida: fase oral.
·         18 meses a 4 anos: fase anal.
·         3 a 5 anos: fase fálica ou genital.
·         6 anos até a puberdade: fase de latência.
·         A partir da adolescência: fase genital adulta.

Puberdade - Desenvolvimento Biológico Corporal (genitais, estirão do crescimento, des. sistema respiratório, cardíaco, etc.) . A puberdade tem limites bem estabelecidos, tendo como objetivo final o desenvolvimento da função reprodutora.



Adolescência - processo amplo de desenvolvimento entre a infância e a fase adulta, ocorrendo desenvolvimento biológico, psicológico e social.
Meninas 11 - 12
Meninos 12 - 14

Na adolescência o objetivo final é a identidade individual e autonomia do indivíduo.
Neste período o individuo ira sofrer três lutos:
  1. Perda do corpo infantil,
  2. Perda dos pais da infância e
  3. Perda da identidade e do papel sócio-familiar infantil.

É um momento de transformações físicas e fisiológicas, a questão central nesta fase é a normalidade de seu corpo, revendo a imagem corporal e as diferenças sexuais. Há também uma redefinição dos modelos e relacionamentos.
A família deixa e ser o centro, tendo maior contato com o grupo do sexo oposto, ou com amigos do mesmo sexo.


No meio da adolescência é marcada pelas últimas transformações físicas. Ocorre uma assimilação mais harmoniosa do seu papel dentro da família e da sociedade. Há uma conquista do lugar do individuo na sociedade ele consegue perceber um novo papel enquanto sujeito. O maio conflito nesta fase é o desejo de independência e a necessidade que se tem da família.
No fim da adolescência ocorre a última etapa do desenvolvimento físico, há uma identidade sexual, um relacionamento íntimo, identidade de adulto e independência material.


Inicia-se diversas praticas sexuais, a masturbação, ficar, namorar, homossexualismo e relações sexuais forçadas.








A masturbação ocorre de forma diferente entre os gêneros.
Nos meninos a incidência é três vezes maior, ela é um substituto da experiência sexual, é um momento de descoberta do próprio corpo.
Nas meninas é uma incidência bem diminuída e ocorre principalmente após os quinze anos, e quando ocorre ela vem acompanhada por uma experiência genital com um par.


A masturbação é um elemento integrante da sexualidade, ela permite a passagem da atividade auto erótica infantil e narcísica  para uma atividade auto erótica relacional na qual o outro tem o seu papel e lugar.
A masturbação é preocupante quando há uma incapacidade de se masturbar ou há uma compulsão em se masturbar.
O “Ficar” é uma experiência de estar com o outro, trocar carícias, intimidades, descobertas e sensações sobre o corpo e si mesmo. Os limites são determinados pelo casal. Sem o compromisso de continuidade e exclusividade, é um momento de experimentação. O namorar pode ser decorrente do “ficar”, a fidelidade é um marco de compromisso.

A virgindade é encarada de forma diferenciada entre os gêneros, sendo para os meninos o inicio mais cedo e uma freqüência aumentada. Já as meninas têm o estímulo da sociedade em manter preservada, e iniciam sua vida sexual mais tarde.
O homossexualismo deixou de ser considerado um transtorno metal em 1973, e pra discutir este tema é necessário uma reformulação do conceito de gênero e sobre os preconceitos associados ao tema.

No período da adolescência a angustia gerada pelo relacionamento com o sexo oposto gera a busca do apoio com o mesmo sexo.
Desconfiança entre os familiares sobre esse adolescente gera mais angustia no individuo.
As relações sexuais forçada, não se limitam ao ato sexual e é mais abrangente que a violência sexual.
Há uma incidência maior em meninas, e pode ser prolongada quando ocorre na própria família.




A discussão da sexualidade na escola é importante para garantir a passagem da adolescência para a fase adulta de forma saudável, favorecendo o acesso a informações, a discussão da sexualidade e afetividade, acesso ao sexo seguro, ter um espaço para que este adolescente se sinta seguro e possa esclarecer dúvidas e inseguranças, sem se sentir constrangido.


SEXUALIDADE E PREVENÇÃO DE RISCO

Li Li Min

O adolescente precisa ter acesso a preservativos, para que haja a diminuição de DSTs e Aids, pois os índices estão aumentando entre esta faixa etária.

Trabalhar com os professores como abordar a temática com os adolescentes, fazendo dinâmicas, e buscando trabalhar também a necessidade do uso, e outros aspectos como a afetividade, a relação com o outro, de forma aberta e responsável.
No Brasil, a gravidez na adolescência ocorre nas primeiras relações, pois a menina acaba assumindo sozinha a gravidez indesejada.
Trabalhar com a sexualidade na escola é de fundamental importância, para que os adolescentes tenham informações adequadas sobre o próprio corpo, e o corpo de outro, estimulando o conhecimento não somente o ato sexual, mas os sentimentos que envolvem este tipo de relação.
Seria um grande avanço  por parte da comunidade e dos pais um trabalho de conscientização e quebra de tabus  necessária, pois a escola não estará estimulando o adolescente, mas sim prevenindo problemas e proporcionando conhecimentos sob fatores que já estão estatisticamente comprovados.


4a. Semana - Educação e Construção de Valores

DIMENSÕES CONSTITUTIVAS DO SUJEITO PSICOLÓGICO
Prof. Ulisses Araújo
Razão: Existe uma forte questão que afeta o dia a dia de sala, quem é nosso aluno?
Com quem lidamos?
A maioria das teorias tendem a redução do ser humano. O propósito é estudar de uma forma mais complexa o ser humano, e isto influencia em sala de aula e a forma em que lidamos com alunos e terceiros.
Sujeito como ser COMPLEXO:

Muitas vezes não está em livros, não é teoria, é um sujeito “de carne e osso”.

O sujeito psicológico se envolve com o meio. Constituido de um mundo consciente e não consciente (não estão na nossa consciência a operações que ocorrem no nosso cérebro ou no nosso corpo, mas não temos consciência sobre isso, porém influenciam  nossa vida)
DIMENSÕES CONSTITUTIVAS DO SUJEITO PSICOLÓGICO
  • BIOLÓGICO
  • AFETIVA – papel  afetos, sentimentos,emoções
  • SOCIO CULTURAL – Existem em nossas crenças influencia de culturas que ajudam a construir nossa identidade
  • COGNITIVO – inteligência, forma de se comportar e lidar com fatos e pessoas
Teorias reducionistas tendem a estudar apenas um dos aspectos através apenas de UMA destas dimensões, dependendo da área de atuação profissional, ou autores ...
Não podemos explicar o ser humano considerando apenas UM aspectos, pois eles acontecem SIMULTANEAMENTE.
Algumas vezes o foco é maior em determinado fator, mas considerando a complexidade do ser humano
Não é só cérebro, nem máquina de aprender, nem desisteressado, apenas...


Entendimento de comportamentos de forma complexa, uqestões interagem de forma COLETIVA, dentro de uma perspectiva considerando um SUJEITO COMPLEXO, onde ele vive todas estas estruturas ao mesmo tempo
Visão de TOTALIDADE DO SUJEITO
O fato de um indivíduo ter nascido na favela determina seu comportamento?
Pais separados determinam...?
Influencias, relacionamentos, etc...
REFLEXOS NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DE VALORES.
A CONSTRUÇÃO  DOS VALORES E  A DIMENSÃO AFETIVA
Profa.   Viviane Pinheiro
A MARGARIDA FRIORENTA (Fernanda Lopes de Almeida)

Era uma vez uma margarida em um jardim.Quando ficou de noite a margarida começou a tremer.Aí passou a Borboleta Azul. A borboleta parou de voar.
- Por que você esta tremendo?
- Frio!
- Oh! E horrível ficar com frio! E logo em uma noite tão escura!
A Margarida deu uma espiada na noite.
E se encolheu nas suas folhas.
A Borboleta teve uma idéia:
- Espere um pouco! E voou para o quarto de Ana Maria.
-Psiu, acorde!
- Ah? E você, Borboleta? Como vai?
- Eu vou bem. Mas a Margarida vai mal.
- O que e que ela tem?
- Frio coitada!
- Então já sei o remédio. É trazer a Margarida para o meu quarto.
- Vou trazer já.
A Borboleta pediu ao cachorro Moleque:
- Você leva esse vaso para o quarto da Ana Maria?
Moleque era muito inteligente e levou o vaso muito bem.
Ana Maria abriu a porta para eles. E deu um biscoito para Moleque.
A Margarida ficou na mesa de cabeceira.Ana Maria se deitou.
Mas ouviu um barulhinho. Era o vaso balançando. A Margarida estava tremendo!
- Que e isso?
- Frio!
- Ainda? Então já sei! Vou arranjar um casaquinho para você.
Ana Maria tirou o casaquinho da boneca. Porque a boneca não estava com frio nenhum.E vestiu o casaquinho na Margarida.
- Agora, você esta bem. Durma e sonhe com os anjos.
Mas quem sonhou com os anjos foi Ana Maria. A Margarida continuou a tremer.
Ana Maria acordou com o barulhinho.
- Outra vez? Então já sei. Vou arranjar uma casa para você!
E Ana Maria arranjou uma casa para Margarida.Mas quando ia adormecendo ouviu outro barulhinho.
Era a Margarida tremendo.Então Ana Maria descobriu tudo.
Foi lá e deu um beijo na Margarida... A Margarida parou de tremer.
E dormiram muito bem a noite toda.No dia seguinte Ana Maria disse para a Borboleta Azul:
-Sabe Borboleta? O frio da Margarida não era frio de casaco não!
E a Borboleta respondeu:
- Ah! Entendi!
A afetividade é tão importante quanto a cognição (estruturas), complementam-se fazendo parte da organização do psiquismo humano.
VERGONHA E CULPA
ASPECTOS QUE OS DIFERENCIAM
VERGONHA:   RELACIONA-SE A FORMA COMO O OUTRO ME VÊ
                       DESEJO DE SE ESCONDER OU ESCAPAR

CULPA:      RELACIONA-SE MAIS A AUTO-AVALIAÇÃO DO SUJEITO
                  DESEJO DE CONFESSAR, SE DESCULPAR
ASPECTOS QUE OS RELACIONAM:
AMBOS SENTIMENTOS SÃO MORAIS
SÃO EMOÇÕES NEGATIVAS
SÃO ATRIBUIÇÕES INTERNAS VIVENCIADAS EM RELAÇÕES INTERPESSOAIS
EMERGEM DA REGULAÇÃO DOS VALORES MORAIS (VERGONHA E CULPA)
Não minimizar os vínculos afetivos... As escolas tendem a cortar estes vínculos!
Trabalho com os sentimentos morais, explicitados pelos alunos, como objetos de conhecimento. Um deles é o valor de tolerância
As pessoas que tem sentimentos positivos tendem a resolver seus conflitos de forma mais ativa
Que as escolas estimulem sentimentos mais positivos, proporcionando uma sociedade mais harmoniosa

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

3a. Semana - Saúde na Escola

TDAH
Prof. Paula Fernandes
Não precisamos, como professores, fazer o DIAGNÓSTICO do TDAH, mas precisamos ter informações para identificar crianças que precisem de acompanhamento.
Algumas são agitadas naturalmente, nem toda criança com características de agitação tem realmente o TDAH.
“É um transtorno comportamental e neurobiológico, de causas genéticas e ambientais, que aparece na infância e pode acompanhar a pessoa por toda vida sofrimento"
*Caracterização pela tríade sintomatológica:
-Desatenção
-Hiperatividade
-Impulsividade
                               PREJUIZOS: *Desempenho acadêmico
                                                   *Relacionamento interpessoal
DESATENÇÃO:
·         Dificuldade de prestar atenção a detalhes;
·         Parece não escutar quando falam com ele;
·         É facilmente distraído com estímulos alheios;
·         Tem dificuldade de organização;
·         Comete erros por descuido;
·         Não segue instruções;
·         Não termina suas tarefas;
·         Perde coisas importantes

HIPERATIVIDADE
  • Não consegue envolver-se em atividades silenciosas;
  • Está sempre a “mil por hora”, “a todo vapor”;
  • Agita mãos e pés ou se remexe na cadeira;
  • Tem dificuldades em permanecer sentado;
  • Corre axageradamente;
  • Fala demais
Vai em outros locais, mexe com outros alunos....

IMPULSIVIDADE:
  • Dá respostas precipitadas a perguntas não terminadas;
  • Tem dificuldade em aguardar sua vez;
  • Interrompe ou se intromete em conversas alheias;


Características:
ü  ACOMETE 5 A 13% DAS CRIANÇAS EM IDADE ESCOLAR
ü  PODE PERSISTIR NA VIDA ADULTA EM METADE DOS CASOS
ü  MAIS COMUM EM MENINOS
ü  NAS MENINAS: 10 – 25% DOS CASOS DE TDAH

Tipos de TDAH
  1. Predominantemente desatento
  2. Predominantemente hiperativo-impulsivo
  3. Combinado

  1. Predominantemente desatento:
Ø  Mais comum no sexo  feminino
Ø  Alta taxa de prejuízo acadêmico
Ø  São crianças desorganizadas, esquecidas, frequentemente distraídas,  não copiam tarefa vivem no “mundo da lua”
Ø  Alto nível de isolamento e retraimento
-> Inabilidades Sociais
-> Ansiedade e relutância para participar de atividades em grupo
  1. Predominantemente hiperativo-impulsivo
Ø  São mais agressivas
Ø  Altas taxas de rejeição pelos colegas
Ø  Sofrem de “impopularidade”
Ø  São agitadas, inquietas, e impulsivas

  1. Combinado - Perfil do TDAH
Ø  Prejuízo muito grande no funcionamento global da criança (atenção, hiperatividade e impulsividade juntas, prejudicam todas as esferas em que esta criança esta inserida)
Ø  São rejeitadas pelos colegas: agem sem pensar, são inadequadas socialmente, falham em ffazer planos e prever situações
Muitas vezes este tipo de comportamento passa despercebido pelos pais, e a escola é a mais próxima para encaminhá-lo a um tratamento adequado.
Sintomas mais evidentes:
ü  Alteração nas habilidades lingüísticas
ü  Falta de noção de espaço (desenhos, Tem dificuldade em se adequar a um espaço limitado)
ü  Dificuldade de reconhecer símbolos gráficos(3 – E; p-q-d-b) Grande confusão
ü  Dificuldade para ficarem sentadas e prestarem atenção
ü  Pouca coordenação , motora -> desajeitada
ü  Tendência a estar sempre em movimento, tem dificuldade em terminar a tarefa.
Diagnósticco
·         É fundamental um diagnóstico profissional clínico (médico),  (TDAH situacional), reunindo familiares, progessor
·         Prejuízo em dois ou mais contextos
·         Baseado nos critérios operacionais do DSM – IV ou CID -10
ETIOLOGIA/ CAUSAS
  • Fatores Genéticos
  • Fatores Biológicos/Físicos
  • Fatores Psicossociais
CONSEQUÊNCIAS
  • Baixo  rendimento escolar
  • A criança não consegue acompanhar sua turma
  • Perda da auto-estima
  • Tristeza e falta de motivação
  • Dificuldades de relacionamento
  • Predisposição à episódios depressivos graves
  • Abuso de álcool e drogas (adol. Adulto)
  • Adultos inseguros, com poucas habilidades sociais
TRATAMENTO
Relacionado à causa, específico para CADA CASO, avaliando todo contexto das condições com envolvimento da família e da escola
Multifatorial e ESPECÍFICO levando se em conta o contexto de cada um
POSSIBILIDADE DE INTERVENÇÃO NA ESCOLA
Como o professor age?
Orientação/informação a pais, professores e crianças
Objetivos:
v  Ajudar a criança, a família e os professores a compreender os sintomas e os prejuízos do TDAH
v  Desfazer rótulos prévios (‘preguiçoso, sem interesse, etc”)
v  Melhorar a autoestima das criança
v  Pais: melhores estratégias para lidar com TDHA

Desfazer rótulos (ele não quer saber de nada.... A CRIANÇA/ ADOLESCENTE VIVE O RÓTULO que colocamos nelas)
Melhorar auto estima das crianças

Estudar melhores estratégias para se lidar com tais crianças
Crianças com TDAH tem dificuldade em planejar atividades futuras, dica: Calendários (colocando todas as atividades e acompanhando com a criança), calendário diário de atividades (lição de casa, aulas extras, passeios, educação física, etc) mês a mês.
RECONHECIMENTO E ELOGIOS
É uma intervenção baseada em contingências, premia quando há um comportamento , atitudes e respostas adequadas. DIFERENTE de chantagem.
Geralmente esta cça chama a atenção pelo negativo, inserida no contexto em sala de aula e o prof. O repreende e lhe dá atenção somente diante de comportamentos negativos.
A crianças precisa de elogio, reconhecimento, se sentir inserida no contexto de sala
Ajuda na impulsividade
Envolver / discutir com os pais.
  O trabalho de um psicólogo será necessário para ajudar a criança a lidar com suas dificuldades e com as pessoas com quem convive.

RETARDO MENTAL E AUTISMO
Prof Paula Fernandes
Você tem algum aluno com retardo mental/autismo?
Como lidar com a inclusão? Ou com uma criança com tais características
RETARDO MENTAL
2 lados, o medo do diagnóstíco e a gratidão por saber o que realmente é, qual é o problema.
Pois quando os pais descobrem o real diagnóstico, a criança já passou por diversos profissionais da saúde que não conseguiram diagnosticar corretamente.
É mais fácil lidar com  crianças com retardo mental quando já existe um diagnóstico médico confirmado.
DEFINIÇÃO:
v  Pessoas com habilidades intelectuais abaixo da média (percebe que algo não vai bem em termos cognitivos)
v  Início do déficit antes dos 18 anos de idade
v  Consequências: problemas no funcionamento diário, na comunicação, na interação social, nas habilidades motoras (dificuldade ecsrita), nos cuidados pessoais  e na vida acadêmica, rotina de vida,
v  Prevalência: 1-2% da população geral
TIPOS DE RETARDO MENTAL
Leve – Atrasos na linguagem, mas consegue se comunicar, expressar suas necessidades, consegue fazer cuidados pessoais, conseguem estudar normalmente até o ensino médio, consegue até casar e talvez gerenciar uma casa
Moderado: Dificuldade na compreensão e uso da linguagem, complicação na comunicação e vida escolar
Cuidados pessoais e habilidades motoras: limitadas auxilio para toda vida
Vida acadêmica limitada benefícios com turmas especiais (habilidades básicas e sociais) Até consegue ir até certo ponto mas tem mais benefícios guando esta numa turma que trabalha especifica,mmente com cças com problemas similares
Grave: Inserir a pessoa num contexto social. Não ficam MAIS  ESCONDIDAS em casa, mas ficam em instituições de crianças que
Graus maiores de prejuízos intelectuais, funcionais e motores
Déficits visuais e auditivos lesões orgânicas e desenvolvimento cerebral inadequado
Necessitam de atenção e cuidados especiais para tida vida
Estudo em instituições especiaalizadas. Diferente  d e20 anos atrás. Leve e moderado em sala de aula, e graves em instituições que estimulem as crianças.
O QUE PODEMOS FAZER?
Identificação precoce (desde a gestação)- Preparo dos pais
  • Tratamento: controle das alternativas comportamentais, agitação. Psicomotora, agressividade, hostilidade, hiperatividade, etc. Não tem cura, lida-se com as conseqüências comportamentais.
  • Treino de habilidades sociais, estímulos favoráveis. Precisa inserir num grupo onde possa haver troca e estímulos
  • Informação e treinamento de pais, familiares. Informação, conscientização da sociedade

ESCOLA
Informação e treinamento de pais, familiares e professores.
Maior número de estímulos possíveis
*Escola: como não tem cura, trabalho educacional especial para promover a máxima estimulação possível, respeitando as limitações de cada pessoa.
*Objetivo: Melhora das relações sociais e busca de qualidade de vida para todos (escola como um todo, pais, professores, colegas, aluno, etc)
É MUITO IMPORTANTE A INFORMAÇÃO, CONSCIENTIZAÇÃO, CONSEGUIR ESTIMULAR AO MÁXIMO A CRIANÇA COM ALGUMA LIMITAÇÃO

AUTISMO

Considerado um Transtorno  invasivo do desenvol/to que causa prejuízos  na interação social, atraso na aquisição da linguagem e comportamento esteriotipados e repetitivos
Incidência approx/te  2 a 5 casos para cada 10.000
Mais comum em meninos que em meninas
Características:
Geralmente Identificado com 2 anos e meio de idade, criança não fala, resiste aos cuidados paternos e não interage, enquanto taiss fatos já deveriam estar acontecendo
Bebês: Déficit no comportamento social, evitam contato visual, sem interesse na voz humana, indiferentes ao afeto
Crianças: Não seguem os pais pela casa, não tem interesse em brincar com outras crianças,
Interesse por brincadeiras estereotipadas, como por exemplo:
Movimento da RODA de um carrinho, fixando o olhar na mesma
-Cheirar e lamber objetos
-Bater palmas e levar o corpo para frente e para trás repetitivamente
-Fascinação por luzes, sons e movimentos
-Incomoda-se com mudanças em sua rotina diária, provavelmente respondendo de forma agressiva
-Inteligência e linguagem geralmente prejudicadas/ comprometidas

NA ESCOLA:
v  Não tem interesse em brincar com outras crianças; isola-se
v  Não tem interesse por jogos ou brincadeiras, parece que nada a motiva
v  Interesse por  brinquedo específico ou parte deles, interesse só pela “roda”
v  ATOS REPETITIVOS E ESTERIOTIPADOS
v  Ataques de raiva diante da mudança na rotina
v  Resistência em aprender novas atividades

O QUE FAZER?
Tratamento individualizado

Intervenções conjuntas: educação especial (não necessariamente uma instituição especial), aconselhamento a pais, terapia comportamental, treino de habilidades sociais, medicações visando melhorar a qualidade de vida (pois não tem cura) e a adaptação da criança
45% das crianças com autismo: Comunicação verbal  boa através da educação direcionada.
COMO A ESCOLA LIDA COM A INCLUSÃO SOCIAL DESTAS CRIANÇAS?
  • A criança precisa de estruturação. Um ambiente organizado ajudará na organização interna da criança.
  • Nunca dê mais que uma instrução ao mesmo tempo. A criança certamente se esquecerá de alguma coisa.
  • Ao falar com a criança, olhe sempre nos olhos dela. Isso a ajudará a manter a atenção no que você está dizendo.
  • Repita sempre as instruções, pois a criança precisa disso.
  • Na escola, o professor deve procurar dar tarefas curtas para a criança. Se a for longa, é importante tentar dividi-la em tarefas menores para que a criança não tenha a sensação de que é longa demais e que nunca vai terminar tudo aquilo.
  • Sempre valorize as coisas boas que a criança faz e as tarefas que consegue cumprir: ela provavelmente está cansada de saber de suas limitações, mas poucas vezes tem a oportunidade de ouvir sobre suas conquistas.
http://www.educacional.com.br/falecom/psicologa_bd.asp?codtexto=108



  

3a. Semana - Educação e Construção de Valores

 
O que realmente importa...

Era uma vez o jovem que recebeu do rei a tarefa de levar uma mensagem e alguns diamantes a um outro rei de uma terra distante.

Recebeu também o melhor cavalo do reino para levá-lo na jornada.
- Cuida do mais importante e cumprirás a missão!- Disse o soberano ao se despedir.
Assim,  o jovem preparou o seu alforje, escondeu a mensagem na bainha da calça e colocou as pedras numa bolsa de couro amarrada a cintura, sob as vestes. Pela manhã, bem cedo, sumiu no horizonte.E não pensava sequer em falhar. Queria que todo o reino soubesse que era um nobre e valente rapaz, pronto para desposar a princesa.
 Aliás, esse era o seu sonho e parecia que a princesa correspondia às suas esperanças.
Para cumprir rapidamente sua tarefa, por vezes deixava a estrada e pegava atalhos que sacrificavam sua montaria. Assim, exigia o máximo do animal. Quando parava em uma estalagem, deixava o cavalo ao relento, não lhe aliviava da sela e nem da carga, tampouco se preocupava em dar-lhe de beber ou providenciar alguma ração. -
-Assim, meu jovem, acabas perdendo o animal - disse alguém.
- Não me importo - respondeu ele -
Tenho dinheiro. Se este morrer, compro outro. Nenhuma falta fará!
Com o passar dos dias e sob tamanho esforço, o pobre animal não suportando mais os maus-tratos, caiu morto na estrada. O jovem simplesmente o amaldiçoou e seguiu o caminho a pé..
 Acontece que nessa parte do país havia poucas fazendas e eram muito distantes umas das outras. Passadas algumas horas, ele se deu conta da falta que lhe fazia o animal.Estava exausto e sedento.Já havia deixado pelo caminho toda a tralha, com exceção das pedras, pois lembrava da recomendação do rei:
"Cuida do mais importante!"
Seu passo se tornou curto e lento. As paradas freqüentes e longas. Como sabia que poderia cair a qualquer momento e temendo ser assaltado, escondeu as pedras no salto de sua bota. Mais tarde caiu exausto no pó da estrada, onde ficou desacordado. Para sua sorte, uma caravana de mercadores que seguia viagem para o seu reino, o encontrou e cuidou dele. Ao recobrar os sentidos, encontrou-se de volta em sua cidade.
Imediatamente foi ter com o rei para contar o que havia acontecido e com a maior desfaçatez, colocou toda a culpa do insucesso nas costas do cavalo "fraco e doente" que recebera.
- Porém, majestade, conforme me recomendaste, "cuida do mais importante", aqui estão as pedras que me confiaste. Devolvo-as a ti. Não perdi uma sequer.
 O rei as recebeu de suas mãos com tristeza e o despediu, mostrando completa frieza diante de seus argumentos.
Abatido, o jovem deixou o palácio arrasado.
Em casa, ao tirar a roupa suja, encontrou na bainha da calça a mensagem do rei, que dizia:
"Ao meu irmão, rei da terra do Norte.
O jovem que te envio é candidato a casar com minha filha.
Esta jornada é uma prova.
Dei a ele alguns diamantes e um bom cavalo.
Recomendei que cuidasse do mais importante.
Faz-me, portanto, este grande favor e verifica o estado do cavalo.
Se o animal estiver forte e viçoso, saberei que o jovem aprecia a fidelidade e força de quem o auxilia na jornada.
Se, porém, perder o animal e apenas guardar as pedras,
não será um bom marido nem rei,
pois terá olhos apenas para o tesouro do reino e não dará importância à rainha nem àqueles que o servem".
E a você? O que é mais importante?
PERSPECTIVAS ATUAIS DAS PESQUISAS EM PSICOLOGIA MORAL
Viviane Pinheiro
A moralidade faz parte da nossa identidade, quem nós somos!
Esquema sobre sujeito psicológico
2 planos-
Não consciência
Consciência
Aspectos Biológicos, cognitivos, sócio culturais e afetivos (esta sempre relacionada ao psiquismo humano)
Relecionado à relações físicas, sócio culturais,interpessoais – Costante interação com o meio, e os valores
Inter-relação entre todos estes aspectos
Pesquisas atuais em Psicologia Moral:
Valores:  Referem-se a trocas afetivas que o sujeito realiza com o exterior. Surgem da projeção de sentimentos positivos sobre objetivos e/ou pessoas , e/ou relações, e/ou sobre si mesmos. (Araújo, U. A Construção social e psicológica dos valores. In: Educação e valores pontos e contrapontos. São Paulo: Ed. Summus, 2007)
Tudo aquilo que gostamos, valorizamos é de nosso valor!
Contra valores: Projeção negativas sobre objetos e/ou pessoas, e/ou...
O individuo não apenas recebe mas constrói seus próprios valores, não estando guiados apenas sob o princípio de justiça.
Moral deontológica: oral do dever
A moralidade esta integrada ao sujetito, estando este ativo nesta construção.
Valores Centrais: Mais fortes para nós, mais importantes, tendem a ocorrer mais fortemente diante de conflitos morais que nos são apresentados diariamente
Periféricos: Se apresentam mais fortes ou não, dependendo da situação que se apresenta.
Sujeito Psicológico -> sistema moral
Isso também pode acontecer com a mesma pessoa, atribuinado valores diferentes de acordo com cada situação.
  • Os valores são regulados também pelos sentimentos:
Um amigo pode se sentir feliz em ajudar
Culpa e vergonha podem sinalizar o valor (tenho vergonha por não ter ajudado?)
  • Integração dos valores, diante de uma situação  temos diverssos valores, p ex. tolerância e generosidade (integração de valores). Indicando valores centrais e periféricos.
Se uma pessoa é preconceituosa, a generosidade não lhe é tida como valor central, assim como outros que o seguem.
Ex : A integração dos valores amizade e generosidade:
O amigo ajudou
Integração entre amizade e generosidade como valores centrais e responsabilidade como valor periférico
O que podemos fazer no campo da EDUCAÇÃO?
Papel ativo na construção de valores, não apenas recebendo, não podemos ter uma transmissão transmissiva, mas reflexiva
2.Os valores podem ou não serem morais, a moralidade não se guia apenas pelo princípio de justiça (maior possibilidades de regras e valores, inclusive com a construção dos alunos)
3. Construção e elaboração dos valores como centrais e periféricos, e a importância das situações (conteúdos do meio). Distancia do meio, para refletir sobre as situações.
4.Regulação pelos sentimentos e pela integração de valores – diversas modalidades didáticas para que o sujeito perceba seus sentimentos e sua atuação referente aos seus próprios valores.
Nossos valores centrais e periféricos, guiam as atitudes

Não dizer propriamente o certo e errado, mas colocar em pauta questões onde conseguimos a partir de discussões e atitudes ter uma relação mais amigável e respeitosa entre as pessoas.
É de suma omportância uma educação moral na escola.


PERSPECTIVAS ATUAIS da EDUCAÇÃO EM VALORES
Ulisses Araújo
Como o processo de construção de valores pode fazer parte do dia a dia em sala de aula, envolvendo escola, professores, família, e toda comunidade escolar envolvida na construção de valores, pois é um processo que impregna em nossa vida diária;
4 movimentos no cotidiano:
1.        Gestão por meio de um fórum : Ex projeto onde pais prof, alunos, PM, etc... O Fórum Escolar de Etica e de Cidadania: O fórum tem como papel essencial articular os dios diversos segmentos da comunidade , escolar e não-escolar, que se disponham a atuar no desenvolvimento de açõesmobilizadoras em torno das tmáticasde ética, democracia e cidadania no convívio escolar, focando de forma específica quatro eixos de atuação: ética, convivência democrática, direitos humanos e inclusão social.
Todas as temáticas  sobre ética e cidadania  relevantes à quela sociedade
Inicia-se com uma palestra, algo sobre a temática, e em grupos menores é discutido o que se quer abordar no próximo ano/semestre.
Maior participação da família/ comunidade em prol da educação. Discusão em torno de temáticas baseadas em  Ética , Democracia, direitos e inclusão social.
2.       Para “fora” da escola ;  Educação comunitária, tentar resolver os problemas DAQUELA sociedade, em torno do seu próprio bairro, projetos que tenham a ver com o cotidiano e problemas do dia a dia
3.       Para “dentro” da escola (currículo); trazer os problemas para dentro do Curriculo, temas transversais, questões ambientais, pesquisas e visões externas, produção de textos, resolução de problemas, etc. Conteúdo sob a dimensão de ética e cidadania, partindo do interesse também  da comunidade, que tenha SIGNIFICADO para aquela comunidade.
4.       O protagonismo dos estudantes / juvenil (a c; have do movimento no processo educativo) Mudança no papel do professor, não como detentor do conhecimento, dando um papel mais ativo aos alunos. Acesso a bens culturais e acesso a participação política, responsável e reflexiva. Colocá-lo como sujeito ativo, sob o tema de ética e cidadania. Radio, jornais, incorporação dos alunos pelo envolvimento que há através das temáticas trabalhadas.